Controle do Aedes aegypti é prioridade em MS para 2026

Estado alinha ações com municípios para combater dengue e chikungunya.

20/01/2026 às 10:57
Por: Redação

Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) deu início às estratégias de 2026 com o objetivo de intensificar o controle do Aedes aegypti e prevenir doenças como dengue e chikungunya. O foco está na colaboração entre Estado e municípios para enfrentar o aumento de casos durante o período sazonal.

 

O plano envolve o ajuste técnico com todas as prefeituras para padronizar as atividades de combate ao mosquito. Entre as ações, destacam-se o uso de bombas costais motorizadas para bloqueio químico e a expansão da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em todas as cidades participantes.

 

Neste contexto, Mauro Lúcio Rosário, coordenador estadual de Controle de Vetores, comentou sobre a integração dos esforços com os municípios, destacando a importância de adaptar as ações às diretrizes nacionais e às exigências locais.

 

“Estamos em contato direto com todos os municípios para alinhar as ações de controle vetorial em cada região. A proposta é atuar de forma integrada, oferecendo parceria técnica para que as ações sejam executadas de acordo com as diretrizes nacionais e com a realidade de cada local”, explica.

Novo foco na vigilância

 

Outra parte do plano inclui a instalação final das armadilhas ovitrampas nos 79 municípios, restando somente nove cidades para concluírem essa etapa. Essas armadilhas proporcionam um monitoramento mais preciso da presença do mosquito.

 

A SES também está ampliando o uso de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), que permitem o uso do próprio mosquito como distribuidor do larvicida em locais de difícil acesso. Capacitações e treinamentos são realizados para atualizar e esclarecer as equipes locais.

 

Atenção ao cenário epidemiológico

 

Jéssica Klener, gerente de Doenças Endêmicas da SES, salienta que os casos de dengue estão um pouco superiores comparados ao mesmo período do ano passado. A chikungunya também apresenta transmissões em algumas localidades, destacando a necessidade de vigilância contínua.

 

Foco nas visitas domiciliares

 

Para 2026, a meta é atingir 100% dos municípios com visitas domiciliares, consideradas fundamentais na identificação e eliminação de focos do mosquito. Além disso, mutirões de limpeza são reforçados com análises detalhadas sobre os tipos de depósitos predominantes em cada região.

 

As visitas incluem a parceria dos agentes de saúde, que orientam moradores, identificam e reportam focos de preocupação, colaborando ainda com a Vigilância Sanitária em locais estratégicos, como borracharias e ferros-velhos.

 

Participação da população

 

Crhistinne Maymone, secretária-adjunta de Estado de Saúde, ressalta a importância do engajamento da população no combate ao mosquito. Segundo ela, ao colaborarem com a limpeza e manutenção de suas casas, os moradores ajudam a reduzir significativamente os focos.

 

“A atuação do Estado e dos municípios é fundamental, mas ela se torna ainda mais eficaz quando a população participa ativamente. Pequenas ações no dia a dia, como a limpeza regular do quintal e dos ambientes da casa, fazem diferença na redução dos focos do mosquito e fortalecem todo o trabalho de prevenção desenvolvido”, destaca.

A SES recomenda que cada morador dedique 10 minutos semanais para evitar a acumulação de água parada, visando manter a incidência de dengue e chikungunya sob controle durante o ano.

 

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